Entenda porque limitar o uso de smartphones pelas crianças

  • As multifaces dos usuários de smartphones
  • A recomendação da OMS
  • Smartphones e a sua relação com a obesidade infantil

Atualmente é praticamente impossível encontrar alguém que não tenha um smartphone a mão. Podemos realizar todo o tipo de operação, desde transações bancárias, compras, conversas com pessoas distantes. Enfim, o número de atividades que hoje é possível realizar por meio do aparelho celular é surreal.

Talvez por conta dessa capacidade multitarefa que simplifica nossa vida em um único lugar estamos tão dependentes destes aparelho. Tanto que para algumas pessoas a proposta de passar alguns dias sem o seu celular é inadmissível. Passar alguns dias sem o nosso smartphone é tão inacreditável que é como se saímos da vida em sociedade e estivéssemos reclusos, isolados.

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Para se ter uma ideia da expressividade destes aparelhos, segundo um estudo realizado em 2015 o número de aparelhos já teria superado o número de pessoas em todo o mundo. Contabilizando um total de oito bilhões de aparelhos em todo o mundo.

Quando analisamos essa fatia expressiva de usuários vemos uma multifacetação. Ou seja, os aparelhos estão distribuídos em uma camada muito diversa na sociedade. Destes distintos grupos que utilizam smartphones temos crianças, idosos, adultos e adolescentes. Hoje especificamente falaremos dos nossos pequenos que estão cada vez mais cedo conhecendo estes aparelhos.

Por conta dessa precoce apresentação e do uso excessivo destes aparelhos, alguns pais se perguntam sobre os males que isso pode ocasionar. Bem como quanto tempo as crianças pode estar expostas, dentre outras coisas.

A OMS recomenda…

A Organização Mundial da Saúde, a OMS, publicou recentemente um guia que responde estas questões levantadas por especialistas em todo o mundo. E claro, perguntas também frequentes de muitos pais.

De acordo com a organização o uso deve ser iniciado com pelo menos dois anos de idade. A exposição a telas sejam elas de tablets, notebooks ou correlatos não deve ser feita por menores de dois anos.

Com dois anos a recomendação ainda é que o uso seja monitorado e com tempo controlado. A criança pode utilizar o aparelho por até uma hora.

Esse tempo limite garante que o uso de aparelhos eletrônicos não atrapalhará o desenvolvimento da criança. Essa fase é uma fase decisiva que se caracteriza pelo desenvolvimento de habilidades motoras, excepcionalmente o seu refinamento, bem como de habilidades cognitivas.

Não é possível determinar que há uma concisa relação entre o uso do smartphone e baixo desenvolvimento. Todavia, é sabido que uma criança em frente ao tablet tem menos atividades em seu dia.

Smartphones podem contribuir para a obesidade infantil

smartphones

Talvez seja muito categórico falar que o uso e o abuso no uso de smartphones e outros aparelhos correlatos possa causar o mal do século, a obesidade. Todavia não podemos ignorar o fato da criança estar presa a uma tela luminosa longe de todo e qualquer tipo de atividade ou movimentação. Com o uso constante e abusivo destes aparelhos estamos condenando nossos filhos a uma vida passiva. Sem ignorar o fato de que muitos especialistas atribuem ao uso dos smartphones e dessa vida instantânea proposta pelas redes sociais os sintomas de ansiedade. A instantaneidade proposta é uma das causas mais significativas que podem levar ao desenvolvimento de distúrbios ansiosos.

Ainda segundo recomendação da OMS é previsto que diariamente a criança tenha ao menos três horas de atividades físicas diariamente. Ou seja, a proporção de atividade física tem que ser maior do que o tempo de uso dos aparatos tecnológicos. E isso seria indicado ao longo de todos a vida é não apenas para as crianças.

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