Glicemia aumentada pode ser sinal de câncer

  • Glicemia alta pode ser câncer no pâncreas;
  • Câncer do pâncreas dá sinais com glicemia alterada;
  • Sintoma de câncer pode ser a glicemia alterada.

Você já deve ter ouvido falar de câncer de pâncreas, mas você tem ideia de como são os sintomas?

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O tipo de câncer que acomete o pâncreas é um dos grandes desafios para a medicina atualmente. Ele cresce, se espalha e faz isso tudo de forma muito discreta. Para que seja detectado, é preciso que atinja um tamanho considerável, quando ele já é um risco eminente de morte.

Esse tipo específico de tumor possui altíssima taxa de mortalidade e hoje, quando alguém é diagnosticado com essa doença, acaba tendo um grande sinal de alerta sobre sua vida. É um dos tipos de câncer que exige tratamento imediato e, mesmo assim, ainda, tem recuperação que exige grande cautela.

Em pesquisas recentes, pesquisadores de uma renomada clínica norte-americana encontraram em seus resultados uma luz no fim do túnel dessa longa estrada que tem como norte a cura do câncer pancreático. Em seus estudos, eles notaram que existe uma correlação entre um certo tipo de exame que pode salvar vidas.

O teste de glicemia como forma de diagnóstico de câncer no pâncreas

O teste de glicemia, aquele que envolve uma picadinha no dedo e um teste rápido, é uma forma muito rápida, fácil, praticamente indolor e pode até mesmo ser feito na casa da pessoa interessada, bastando o descarte consciente do material perfurante e da tira de teste, que é feito a partir de uma pequena amostra de sangue.

Esse tipo de teste se tornou popular e de fácil acesso, sendo feito em qualquer posto de saúde conveniado ao SUS. Para muitas pessoas diagnosticadas com diabetes, inclusive, um kit é disponibilizado, contendo aparelho, tiras de teste e agulhas específicas. Isso permite a elas o fácil controle do acometimento e progressão da doença.

Mas, quando se trata de uma pessoa saudável, sem acometimento pela doença, alterações bruscas de glicemia já podem acender um sinal de alerta, principalmente entre as pessoas que não passaram nunca por investigação de diabetes.

É exatamente isso que chamou a atenção do grupo de pesquisadores que perceberam a correlação. Na publicação feita, eles apresentaram dados que tratam da subida significativa da glicemia nos dois a três anos que antecederam o diagnóstico definitivo do câncer pancreático.

Diz Suresh Chari: “nossos trabalhos trouxeram alguma esperança na detecção do câncer de pâncreas ainda nos estágios iniciais da doença, quando é reversível”, em seu comunicado à imprensa.

O câncer de pâncreas, no entanto, ainda segue de difícil detecção. Isso ocorre porque, infelizmente, o pâncreas é um órgão que fica meio que escondido mesmo entre os outros órgãos. Isso dificulta, e muito, que os testes e exames alcancem o lugar exato em que o tumor se desenvolve.

Mas, quando ele se desenvolve, outros sinais começam a aparecer e que podem, junto à elevação da glicemia, ser facilitadores do diagnóstico. Entre eles, o amarelamento da pele, a cor escurecida da urina e ainda a perda de peso, só aparecem quando a doença já está bastante avançada.

Como foi conduzida a pesquisa

O grupo de pesquisadores analisou os testes de glicemia realizados em dois ou três anos anteriores à pesquisa de um grupo de pessoas que estão em tratamento de câncer. Depois, em um grupo de pessoas saudáveis de idade e e sexo semelhantes ao do grupo pesquisado, também tomaram os exames de glicemia do mesmo período para comparação.

Eles notaram que, em paralelo, os níveis de glicemia das pessoas acometidas pelo câncer começaram a subir anos antes do diagnóstico da doença, quando comparados aos níveis das pessoas saudáveis.

Depois, de posse dos dados de glicemia dos participantes dos grupos observados, foi feita a seguinte relação: o tamanho do tumor era maior quanto mais elevada a glicemia nos anos anteriores do diagnóstico.

No entanto, apesar desses dados, é importante ressaltar: esse estudo é ainda inicial. A melhor forma de detectar o câncer de pâncreas ainda é a investigação tão logo os primeiros sintomas surgem. E, a qualquer sinal de aumento da glicemia, antes de haver qualquer preocupação com câncer, é necessário investigar o diabetes.

A correlação entre diabetes e câncer no pâncreas

Entre o diabetes e outras doenças, existe uma correção muito clara. Ele é capaz de afetar o coração, predispõe a danos nervosos, eleva o risco de amputações, tromboses, glaucoma e outras doenças do tipo. No entanto, entre câncer de pâncreas e diabetes, a relação é ainda mais íntima: uma doença pode causar a outra e vice-versa.

E isso tem uma explicação simples: as células do órgão são mutadas, danificadas pelo diabetes, o que pode fazer com que elas se convertam em células malignas que podem causar câncer. E o contrário também ocorre: o câncer abala a produção de insulina do órgão. Isso faz com que a pessoa acabe também por se tornar diabética.

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