Rendeiras do Maranhão também arrasam na produção de bijuterias

As rendeiras que vivem no estado do Maranhão foram exemplo de profissionalismo contado no programa Pequenas Empresas Grandes Negócios, da emissora Globo. História de sucesso das artesãs foi tema de reportagem e o Arteblog repassa alguns dados interessantes para você se inspirar.

No município de Raposa, no Maranhão, as mulheres de pescadores produzem as famosas rendas de bilros. Esse tipo de artesanato foi trazido por famílias de pescadores do Ceará que migraram para o Maranhão, na década de 50. Hoje, a Associação das Rendeiras de Raposa,  criada em 1988, conta com 25 artesãs. Elas receberam apoio do Sebrae para melhorar a qualidade das peças e criar novos produtos.

Uma consultoria da instituição deu origem a um novo manufaturado fabricado com a renda de bilros: a bijuteria. Agora, as rendeiras de Raposa também fazem brincos, colares e pulseiras. As peças são vendidas por até R$ 80 e combinam com as roupas confeccionadas pelas artesãs. Outro ponto positivo é que o faturamento aumentou depois que as artesãs participaram de capacitações promovidas pelo Sebrae em São Luís, chegando a até R$ 600 por mês.

As rendeiras do Maranhão estarão no programa Pequenas Empresas Grandes Negócios deste domingo (19), a partir das 7h30, na TV Globo. A reprise vai ao ar às 9h05, na Globo News. O Canal Futura também exibe o programa na segunda-feira (20), às 16h30, e na terça-feira (20), às 6h e às 13h.

Mais informações:

Assessoria de Imprensa Sebrae
(61) 2107-9300
(61) 2104-2770/2769/2766
(61) 3243-7851
i[email protected]

Associação das Rendeiras da Praia da Raposa

Contato: Marilene Marques (artesã)
Rua da Lavanderia, s/n°
Raposa/MA – CEP: 7500138-00
Telefone: (98) 8806-7180 – (98) 8855-9699 (Donizete vice-presidente)
E-mail: [email protected]

Fonte Agência Sebrae de Notícias

Você sabe o que é o artesanato da renda de bilro?

A renda de bilros é um tipo de artesanato muito tradicional feito especialmente pelos portugueses. Mas como estas lindas peças são elaboradas? O trabalho é feito sobre uma espécie de almofada dura, o rebolo (cilindro de pano grosso recheado de palha ou de algodão, cujas dimensões dependem da dimensão da peça que vai ser criada, coberto exteriormente por um saco de tecido mais fino).

A almofada fica sobre um suporte de madeira, ajustável, de forma a ficar à altura do trabalho daquele que vai fazer a renda, este profissional é conhecido como rendilheira. No rebolo, é colocado um cartão perfurado que é chamado de pique, onde se encontra o desenho da renda, feito com pequenos furos.

Nos furos da zona do desenho que será realizado, a rendilheira vai espetando alfinetes. Estes são deslocados à medida que o trabalho vai progredindo. Os fios são manipulados por meio de pequenas peças de madeira torneada (ou de outros materiais, como o osso), os bilros (veja na foto acima a almofada de renda de bilros).

Uma das extremidades do bilro tem a forma de pêra ou de esfera, isso varia conforme a região em que se encontra a rendilheira em Portugal. O fio ficará enrolado na outra extremidade.

Os bilros são manipulados aos pares pela rendilheira que executa um movimento rotativo e alternado a cada um, orientando-se pelos alfinetes. O número de bilros que são empregados varia conforme a complexidade do desenho.

Em Portugal a arte da renda de bilros tem especial expressão nas zonas de pesca do litoral, com maior atenção para Peniche e Vila do Conde, onde esta arte é extremamente antiga.

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